Saturday, June 30, 2007

Correr na Rua é Perigoso?

Tuesday, June 26, 2007

Um Pouco de Tri-Humor...

Como me senti com meu camelo no Ironman...


Viajando em classe ultra-econômica para Floripa...


Parece aqueles domingos à tarde...



O triathlon pode ser muito cruel com a gente...

Nome infeliz para uma equipe de treino, não?



O que é cross-training mesmo..?

Sabe O Que É Dor ?

Olha só essa dos Marines americanos. Esses caras são cascudos...


De qualquer maneira, a mensagem parece perfeita para esses dias de dor pós-maratona (ou pós-meia-maratona, whatever...)

Sunday, June 24, 2007

Churrasco IM e Maratona do RJ

Que fim de semana!

Nosso grande anfritrião Chico recebeu a galera no sábado para um churrasco em comemoração ao IM 2007. Todo mundo tava lá para umas copadas de cerveja. Obrigado Chico Shock pelas lembranças!

Valeu, Tio Chico!!


Confraternização geral...


Domingo, a hora da verdade. Acordei bem disposto apesar dos chopes, da carne e dos engarrafamentos. Me mandei para o Recreio, largada da maratona.

A prova foi dura mesmo. A partir do km 25 comecei a sentir dores nos posteriores da coxa, mas mantive o ritmo até os 33 km, quando comecei a perder um pouco o ritmo. Manter a postura foi importante para as dores não piorarem. A cabeça ajudou bem até o Meridien, quando as dores começaram a incomodar demais. Dali até o início do aterro fui alternando corrida com caminhada. Ao chegar em Botafogo, mantive a corrida até a chegada, no maior esforço, para um recorde pessoal de 3h39'36", 69/264 na faixa e 327/1360 no geral.

Das parciais só me lembro de estar mantendo 5'/km, às vezes até menos, até o km 30. Na passada dos 21km estava com 1h42'. Quem sabe nos próximos anos consiga mandar esse ritmo a prova toda. É só treinar.

Valeu demais a prova. Maratona é uma cachaça: impossível deixar de fazer pelo menos uma por ano. E Maratona de Iron não conta, he he ...

Nos próximos posts coloco as fotos dos sites que estavam fotografando.

Sunday, June 17, 2007

Recorde Pessoal Nos 10km

Mandei bem hoje na corrida da Track & Field. marquei 41'20" nos 10km - isso dá um ritmo de 4'08"/km.
As condições estavam ideais, com tempo nublado e sem vento. No entanto, a organização da prova não foi boa. Logo de cara, não tinha chip para mim; me deram um avulso que acabou não marcando nada. Só depois de entrar em contato com o e-mail no site da corrida é que descobri que meu número avulso era 459 e tive meu resultado recuperado.
O trajeto não estava impedido para os carros, com muitos motoristas nervosos, sem respeito pelos corredores. Teve até batida de veículos, segundo um colega.
O que custava interditar integralmente aquelas vias (que já são secundárias), liberando apenas para moradores da região? Não entendi o pessoal da Latin Sports, tão profissionais...
Encontrei IronPeople por lá: Diana, Chico e Cadu, além do Flávio. Tinha também um galerão da Villas-Boas e o Murilo.

Thursday, June 07, 2007

Tênis Com Tecnologia Diferente

Fala pessoal..! Olhem só este site de uma empresa que está produzindo um novo tipo de tênis, focando os triatletas num primeiro momento. Vale a pena ver a idéia dos caras. Segundo eles, tem uns pro's listados no site que usam esses tênis.

IM Floripa - Parte III

O evento Ironman não é só a prova. São dias maravilhosos em que a gente relaxa, se desliga um pouco da realidade dura do trabalho e dos dias atuais no RJ, e aproveita a viagem.
Neste post mostro um pouco do muito que se tem para ver e apreciar na Ilha da Magia. Mas o melhor de tudo foi compartilhar tudo isso com minha a esposa e os meus amigos. Mal posso esperar por 2008! Tomara que seja possível estar lá de novo.


Floripa é a descontração antes e depois da prova...



Floripa é fashion...






Floripa é um "exagero" da Natureza...







Floripa é acolhedora e cheia de sabores...




E deixa seus efeitos. Olha aí minha filha me chamando para correr :-))

IM Floripa 2007 - Parte II

Swim


Bike



Run



Finish Line

Monday, June 04, 2007

IM Floripa 2007 - Parte I

Foi uma grande experiência este meu primeiro Ironman. Na realidade, experiência de uma existência inteira; inesquecível; divisora de águas; reorganizadora da vida.

É complicado escrever de forma concisa sobre tantos acontecimentos, empacotados em apenas 3 dias de eventos, já que envolve minha expectativa para a prova, o local e sua natureza, a hospedagem e os convidados, a preparação pré-competição, o desempenho a esperar e os medos naturais que tal esforço suscita.

O local da prova é fantástico. Impossível não pensar que, em se tendo dinheiro suficiente, deveríamos mudar para Jurerê Internacional no dia seguinte. O verão só pode ser espetacular!

Atentando-me exclusivamente à prova, confesso que não vi as horas passarem. A única vez que agi pensando no tempo foi quando joguei os óculos de sol para minha esposa à beira da Avenida dos Búzios no cair da tarde; no mais, foi sempre pensando em fazer uma coisa de cada vez, com paciência, ao seu devido tempo. Sei que, para ela, as horas foram longas. Para mim, só não curti mais pelo medo do percurso desconhecido. Com certeza, numa próxima vez o proveito será muito maior. Deveria também ter feito uma cara mais alegre na chegada para sair bem na foto, embora meu cansaço fosse difícil de disfarçar.

Swim (1h 38’)

Como diz meu amigo Antônio, todo ano a prova tem um vilão. Em 2007, ele estava na água. Frio e correnteza vindo do mar para o continente tornaram a prova ainda mais difícil do que seria normalmente para mim. Graças à minha concentração e prudência, não me desesperei. Minha impressão é que esta perna responde por uns 20 a 25% da prova. Talvez fosse menos, se eu nadasse melhor. Não gostei muito dos óculos maiores que usei: foram meio incômodos e a navegação durante a prova não foi um problema. Numa próxima vez usarei óculos normais de piscina. Vi algumas pessoas com esparadrapo nas costas do pescoço (!) para preservar a pele do atrito com a roupa de neoprene. E eu achando que seria um ET fazendo isso. A largada para o mar foi o momento mais apreensivo para mim. Mais na frente na bike, a gente passa muita gente que não acredita como pode estar à nossa frente. Sem querer desmerecer qualquer competidor, a gente vê que precisa nadar com mais eficiência para melhorar a posição final, em vez de fazer uma “prova de recuperação”. Na transição, a única coisa que ficou no corpo foi a sunga, já que optei por vestir roupas tradicionais para o ciclismo. De uma próxima vez vou usar um top com cores pouco comuns para que minha esposa me reconheça com mais facilidade à distância, fora d’água (com cuidado para não parecer ridículo, :-)). Roupa de neoprene: OK.

Bike (6h 22’) + T1+T2 (10’) = 6h 32’

Aqui estavam 99,999% das minhas esperanças com o treinamento. Seriam deles que eu teria que tirar todas as informações (e forças) para uma perna tão longa. O ciclismo respondeu por uns 60% da prova, em termos de esforço. Quando ele acabou, pensei: este IM está no papo! Obrigado, Senhor pela minha bike que não quebrou! Obrigado, Senhor, por não ter caído! Obrigado, Senhor, por não ter “quebrado”! Obrigado, Senhor, obrigado Senhor...
É a perna que a gente mais sofre pela inexperiência. Só ao fim da primeira volta é que a gente passa a conhecer o que nos resta fazer, quando então já estamos suficientemente cansados para não ver qualquer utilidade nisso! :-)
Outra coisa: equipamento é fundamental. Qualquer peso que se puder economizar ajuda no final de tantos quilômetros. Com certeza, na próxima vez vou usar, pelo menos, rodas Zipp e um capacete mais aero. Não que me sentisse um mendigo com minha Fuji Aloha, mas quando todo mundo pega pesado, você fica meio para trás, para um mesmo esforço atlético.
Pelo meu desempenho na corrida, acho que me alimentei bem na bike. Comi muita banana e tomei bastante Gatorade. Urinei uma vez, dentro do túnel (quem não urinou?) e uma vez na corrida (nas ladeiras de Canasvieiras). Os gels da Nutrilatina realmente são de mais fácil digestão que os Power Gels, gerando menos “gases” e protegendo o meio ambiente de tão bonita ilha do Atlântico (taí uma coisa que aprendi nos treinos – bem legal!). Foi difícil comer os pães coiozinhos da bolsa de especial needs, pois a boca fica muito seca. Mais vale a pena colocar tudo na traseira da camisa de ciclismo (ou top) e ir comendo antes de chegar na rodovia.
Adrenalina pouca é bobagem nas descidas da rodovia!! Muita velocidade, cara (+/- 70km/h)! Com certeza, mais arrepiante até que a chegada da prova. Tinha uma segunda curva que eu não conseguia entrar sem frear antes – talvez numa próxima prova o “cagaço” não impere. Outra coisa: preciso aprender a pedalar melhor em pé a fim de enfrentar algumas subidas da prova, especialmente os viadutos de contorno da Beira-Mar Norte.

Run (4h 02’)

O psicológico me ajudou muito. Tendo terminado as duas pernas que apresentavam “perigo”, e ainda me sentindo bem, o ritmo encaixou com facilidade. Me lembro do Long Distance do Rio, em 18 de março: só consegui encaixar ritmo nos 15km! Teve também o primeiro treino de 180km na estrada em que mal consegui correr 7km legal: a respiração estava curta, sem profundidade. Será que isso vai acontecer?
Graças a Deus, não. Valeu também o ritual de colocar um roupa de corrida: meu short velho de guerra deixou as pernas mais soltas, e com uma camiseta bem confortável a corrida se processou sem incômodos, assaduras, essas coisas.
Mandei um Nimbus 7 nos pés pelo bom amortecimento que ele proporciona. A escolha foi certa. Acho que teria destruído meus joelhos correndo de Ohana Racer. Um longão de 3h nos treinos já tinha me informado disso. Apesar de tudo, vi uns caras trocando de tênis nos 21km – não sei se vale, pois parar para colocar tênis quebra demais o ritmo!
A alimentação foi tranqüila; cocas de vez em quando, água e banana. Mandei apenas um copo de sopa, com medo dela me dar um “revertério”, mas estava ótima. :-)
A perna longa até Canasvieiras não acabava nunca, brother! Ficava só pensando em voltar tudo aquilo depois. Não tem como você abstrair-se da prova vendo as pessoas voltarem não sei de onde... Acaba com a tranqüilidade de qualquer estado zen ou com as melhores mentes. É o Iron!
As duas pernas de 10km passaram muito rápido, principalmente a segunda. Mais rápido até que a natação (para os bons, é claro!). A segunda de 10km é uma festa só! Meu sonho é, numa próxima prova, fazer abaixo de 4h, mesmo melhorando no ciclismo. É só treinar forte.
Bom, por enquanto é só. Depois tem mais posts.

Sunday, June 03, 2007

Sonhos Não São Para Um Só Dia

Assim como ninguém chega ao fim de uma jornada sem dela sair transformado.

Foi sim uma grande aventura, este caminho.

Tantas foram as incertezas e os obstáculos superados: o reencontro com o nado e o mar, depois de tê-lo deixado ao fim de minha infância; o desafio de sofrer, cair, cansar e perseverar por tantas horas sobre duas rodas; e o de correr exausto para treinar, mais que o corpo, a mente e a vontade para nunca desistir.

Depois de todo esse tempo se percebe que os treinos não são a cura e nem o problema. O problema é o de tantas vezes não percebermos o que nos escapa pelos dedos. Aquelas pequenas coisas onde encontramos a felicidade.

No cuidado e o apoio de quem nos ama;

Nas amizades feitas ao longo da jornada;


Na visita das efêmeras irmãs adrenalina e endorfina;


E na beleza generosa da natureza.


Obrigado a todos, familiares e amigos, pela inspiração, pela motivação e pelo sorriso – porque foi isso que vocês me deram, dia após dia. Sejamos bem-vindos às nossas futuras quimeras... E boa viagem!