Saturday, February 11, 2006

Tudo é Relativo ...

Este percurso ...



pode ser melhor que esse outro ...



para correr ou pedalar (além das razões mais óbvias).

Artigo interessante esse publicado no site da revista Nature – http://www.nature.com – em 10 de fevereiro de 2006... Ele nos fala dos estudos realizados por neurocientistas que concluíram que quanto maior é o número de vezes que percorremos uma determinada rota (seja a pé, de carro, trem, etc) mais longa ela nos parece com o passar do tempo. A conclusão é que distância, assim como tempo, são conceitos abstratos, ao invés de absolutos, em nosso cérebro. Em outras palavras: 42 km não é mesmo “tanto” assim...!

Dentre as análises feitas a partir de experimentos, o processo cognitivo de julgamento de distância se vale de pontos de referência, curvas, prédios, cruzamentos, irregularidades, voltas, etc, do caminho percorrido, de uma maneira ainda a ser melhor determinada pelos cientistas. De início, já foi constatado que quanto maior é o número de referências espaciais que nosso cérebro acumula ao longo de um caminho, mais facilmente superestimamos a distância percorrida.

Entre as conseqüências práticas dos estudos são mencionadas as possibilidades de melhores planejamentos urbanos e de construções como edifícios e parques, de maneira que eles nos possam gerar percepções variáveis de distância e espaço conforme a necessidade, tornando mais agradável nosso ambiente de trabalho e os trajetos diários.

Para os treinos tiro a seguinte lição: varie regularmente os percursos e use um relógio com GPS para medir a distância em novas rotas. Assim, os treinos não parecerão tão longos e você não se sentirá mais lento. E mais: devemos escolher caminhos com menos referências, menos "poluídos", que nos farão perceber como mais curtos os trajetos.