Sunday, January 29, 2006

A tirania do Salgado e do Doce: Liberte-se !

Hoje, todos sabemos que muitos dos males que afligem a humanidade, tais como diabetes, hipertensão e obesidade estão intimamente relacionados com a alimentação. Certos hábitos nutricionais podem desencadear tais doenças em pessoas descuidadas com sua dieta ou predispostas por razões genéticas. Quando associadas a fatores como o sedentarismo e o stress, estas doenças são fatais e causam milhões de mortes pelo mundo afora (especialmente no desenvolvido) decorrentes de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, entre outras enfermidades.

Parece óbvio para mim que, em se falando de alimentação, os grandes vilões dessa história são o açúcar e o sal. A forma ubíqua pela qual estes dois sabores permeiam a culinária ocidental é impressionante. Fico abismado de ver como a grande maioria das pessoas, sem perceber, só acham palatáveis estes dois sabores: “Ahh, que comida sem sal!”; “Por favor, coloque mais açúcar neste cafezinho”; “Que vegetais sem graça!”; “Açúcar ou adoçante senhora?”; “Se não como algo salgado, parece que não almocei.”; “Depois do almoço, preciso ingerir algo doce, como uma sobremesa.”

Ora, nossas línguas estão adaptadas para perceber outros sabores como o amargo e o azedo, e aí está a minha crença, o mantra que me guia num balcão de restaurante: Aprecie e aceite todos os sabores. Isso o libertará das armadilhas que o prendem somente ao sal e o açúcar, fazendo com que você consuma muito menos deles e reduza o risco de adquirir doenças relacionadas ao seu consumo exagerado. E não adianta enganar-se: mesmo que o adoçante não engorde, ele reforça a satisfação do sistema nervoso em ingerir coisas doces, e os sachês de sal light fazem o mesmo pelo seu lado.

Aprecie o sabor original dos alimentos e você passará a valorizar o sabor naturalmente doce de algumas frutas, verduras, cereais e pães, por exemplo, tornando mais fácil distinguir os alimentos de maior valor energético. Peixes e frutos do mar trazem um sabor salgado naturalmente. É preciso agir racionalmente nesse sentido, pois nossos organismos, por razões evolutivas, procuram especialmente pelo sabor doce. Todos estamos acostumados a ver como crianças ou bebês normalmente se comportam diante de suas “papas balanceadas”. Além disso, o processo de fabricação / preparo de muitos alimentos embutem o sabor salgado ou doce por razões mercadológicas ou de tecnologia de alimentos. Ao consumir alimentos de diferentes sabores você também estará ingerindo nutrientes diversos igualmente importantes para uma perfeita saúde.

O jiló, o café e outros chás são amargos, e daí? O limão é azedo, mas você quer uma limonada doce? Por que não procura uma fonte naturalmente mais doce de vitamina C como a laranja, ao invés de alimentar suas células adiposas com açúcar desnecessário? Está sentindo falta daquele saborzinho salgado? Que tal uma sardinha, um camarão? Para que colocar sal naquele peito de frango grelhado sem graça? Que tal pedacinhos de uma lingüiça ou carne seca de vez em quando?

O fato é: existem opções para todos os sabores - aprenda a apreciá-los. Parodiando Fernando Pessoa: todo sabor vale a pena quando a alma não é pequena.

Friday, January 27, 2006

Refletindo Sobre Algumas Notícias

Algumas notícias, de tão inusitadas, chamam minha atenção imediatamente; outras, pela freqüência quase diária com que aparecem na mídia, saturam-me a ponto de quase considerá-las uma verdade inquestionável – a menos que eu, de tempos em tempos, coloque-as em perspectiva - e a elas dê a importância que lhe são devidas.

Refiro-me, primeiramente, à recente maioria de cadeiras no parlamento palestino que o grupo extremista-terrorista Hamas conseguiu nas recentes eleições. Essa notícia é muito preocupante para todos os israelenses, já que os estatutos do Hamas pregam a extinção do estado sionista, e o governo americano já declarou que não reconhece um governo com tais premissas ideológicas. Na ausência de Arafat e Sharon, o que se sucederá? Será que o Hamas vai se politizar assim como fez o IRA – que adquiriu representatividade política e abandonou a luta armada - ou veremos a insanidade, a desconfiança, os ataques preventivos e o terrorismo acirrar-se no Oriente Médio?

Em segundo lugar: Quem ainda agüenta ouvir dia após dia notícias sobre macroeconomia, desempenho de balança comercial e superávits primários, como se esses fossem assuntos da maior importância para o cidadão? Onde andam os valores sociais, a educação, a micro-economia? Os cidadãos das classes média e baixa no Brasil vivem numa sociedade conturbada, com problemas quase insolúveis e falida, enfrentam problemas familiares em larga escala como divórcios, desemprego, violência, abortos, gravidez na adolescência e tantos outros males...

Vivemos sob a pressão de nos ocuparmos, quase que exclusivamente, pela sobrevivência; fechamo-nos sobre nós mesmos, já que o trabalho alienante nos despoja quase totalmente de qualquer possibilidade de reflexão, crescimento intelectual e ócio produtivo. Como é difícil encontrar tempo para o esporte, para a leitura, para o próximo, para contribuir com a sociedade ...

O cidadão brasileiro precisa se afastar dessa "alienação macroeconômica" que os políticos e o governo nos impõem. Que lógica existe no fato de uma pessoa analfabeta conhecer rudimentos teóricos e comentar notícias de economia se ela não consegue resolver seus problemas financeiros e se afunda em dívidas impagáveis a espera de um perdão de dívida ou renegociação? É aviltante ver, na televisão, o Faustão oferecendo o cartão Fininvest Diamante com 3 maneiras do pobre se afundar ainda mais: cartão de débito, cartão de crédito e cartão para acesso “privilegiado e sem burocracia”a empréstimos pessoais.

Nossos desacreditados políticos precisam aceitar essa realidade e mudar seus discursos de apelo econômico e crescimento ufanista porque, na realidade atual, é o capital cultural que, junto com os bons valores sociais, que estão determinando nosso destino econômico. Se você tem uma filha, deve estar muito mais preocupado em evitar um neto antes que ela se case do que se ela vai ser uma vítima econômica da globalização. A educação de nossas crianças e jovens é muito mais importante que a política cambial, a privatização das estatais ou as fusões entre grandes empresas.

Com medo de serem considerados donos da verdade e aceitar o preço da crítica dos que pensam de forma contrária, representantes dos poderes constituídos se eximem de trabalhar objetivamente para fortalecer a ordem social, a estrutura familiar, os padrões de decência e as normas cidadãs; e aqui vão palmas para o Papa Bento XVI, que dirige a Igreja para o sentido do fortalecimento de tais valores e contra a banalização do conceito de Amor na sua primeira Encíclica. Será que aqui no Brasil os partidos evangélicos (que já internalizaram esse discurso na “representatividade” política) irão triunfar? Você está preparado para aceitar a falsidade e o assistencialismo de um Garotinho, de um Crivella?

Pensando bem, concluiremos que nossa ansiedade social é muito maior que a econômica porque os valores pessoais, educacionais e culturais valem muito mais – eles são a base sobre os quais se constrói a prosperidade (ou apenas a decência) econômica.

Friday, January 20, 2006

Viva São Sebastião..!


Um dia de sol e calor no Rio foi o cenário deste feriado de sexta-feira. Já comecei cedo, participando da Corrida de São Sebastião, no Aterro. Apesar do stress para chegar ao local da prova (engarrafamento na Av. Brasil por causa da saída para a Região dos Lagos e depois com as dificuldades de estacionamento), fiz uma boa corrida marcando 48'30" (4'51"/km) nos 10 km pelo aterro. Nessa que foi a primeira prova do ano, concentrei-me para manter o ritmo respiratório, um pouco atrapalhado pelos recentes treinos de natação para o triathlon.

Faltou um pouco mais de organização após o final: ao invés de concentrarem em uma única fila a devolução do chip para a retirada do lanche e da medalha, tudo ficou espalhado pelo corredor de chegada - não se sabia onde ou quem pegaria o chip e as senhas - e eu pude ver pessoas que nem tinham corrido pegar as medalhas que eram distribuídas em meio ao corredor de dispersão. Espero que aqueles que realmente terminaram uma prova difícil não fiquem sem a lembrança pela qual pagaram caro.

É... quando a corrida é a da Yescom a gente fica sem saber quando a Globo vai deixar a gente largar; quando é da Spiridon, é essa confusão generalizada (apesar da pontualidade). Pobre vida de corredor de rua no Brasil...!

Um pouco depois do almoço, quando o sol baixou um pouco, montei a nova piscina plástica no quintal...que alegria! Fernandinha e Rafaela se esbaldando. Resta saber por quanto tempo ela vai durar, já que a outra mal agüentou um verão. Dá prá ver na foto que o primeiro dente da Rafaela já caiu?

Saturday, January 07, 2006

Feliz Aniversário Fernandinha..!


Foi uma grande festa na tarde do dia 05/01/2006 ! Muitos doces, salgados, refrigerantes e brincadeiras no parquinho do Nova América. Obrigada por terem vindo (e pelos presentes legais..!): Ana Clara, Fernando, Guilherme, Júlia, Kellen, Luíza, Marcos Felipe, Maria Eduarda, Mariana, Nathália, Nicole, Rafael, Raphael, Rafaela e Thayná.

Monday, January 02, 2006

O Jornalismo Cidadão

Durante este período de festas de Natal e Ano Novo tive mais tempo para navegar por alguns sites cujo conteúdo me interessavam já algum tempo, principalmente aqueles que são exemplos de uma tendência cada vez mais comum pelo mundo afora (e especialmente nos EUA): o chamado jormalismo cidadão.

Ocorre que, nos Estados Unidos, vários sites como, por exemplo, www.bubba.com, montaram um excelente dossiê investigativo a respeito dos atentados de 11 de setembro, com conclusões extremamente preocupantes.

De acordo com o conteúdo de vários desses sites, aqueles ataques eram de conhecimento das autoridades de segurança, mas foram permitidos pelo governo americano (isso mesmo ... com o sacrifício de milhares de vidas) para, sob o pretexto de lançar uma guerra contra o terrorismo, iniciar um novo período de dominação mundial; algo que, nas palavras do filósofo David R Griffin, pode ser considerado "um novo Pearl Harbor".

Essa nova onda se basearia, além do já conhecido emprego do poderio militar, na utilização intensa, globalizada, inconstitucional e indiscriminada dos recursos tecnológicos para rastreamento da internet, e-mails, comunicações de dados e voz em todo o planeta. Vale lembrar que muitos dos dados que transitam pela internet passam por switches localizados nos EUA.

Sob a égide do Patriot Act, o presidente Bush já admitiu que realizou rastreamentos generalizados por meses após os atentados e, para a maioria dos americanos, Bush mente sob os reais métodos de sua política interna e externa, como foi o caso da invasão do Iraque, onde não existiam armas de destruição em massa; dos abusos em Abu Ghraib; das prisões secretas da CIA e dos vôos militares secretos não autorizados sobre a Europa.

Vale a pena acompanhar os próximos acontecimentos com essa versão em mente.